Segunda-feira, final do dia, 45 minutos de trânsito e um dor de cabeça infernal.
Resolvo parar numa farmácia ao lembrar que, na farmacinha de casa, só existe um remédio horrível, redondo e grande que até alivia a cabeça, mas deixa o estômago pra lá de nervoso.
Estaciono em um minuto, chego no balcão em meio, consigo o remédio certo em dois e avanço para ao caixa em lindos e poucos 5 minutos, considerando a ida à balança e a olhada no preço dos cremes.
Na minha frente, uma moça que termina de pagar o absorvente interno.
Atrás de mim, uma senhora de uns 75 anos, com um termômetro na mão esquerda e uma carteirinha na direita.
“Educação, Fernanda”, diz a minha consciência.
“Pode passar na minha frente, senhora”, diz a minha voz cansada.
Satisfeita pela boa ação, fico de prontidão com o dinheiro perfeitamente contado.
“São R$15,60”, diz a atendente.
“Vocês adoram moedinhas, né?”, diz a senhora.
Neste momento, o tempo reduz e, em total slow motion, a querida velhinha abre a carteira e deixa aproximadamente dois quilos de moedas caírem no balcão.
Eu e meus R$3,50 ficamos ali, olhando e pensando se matamos a senhora ou se saímos sem pagar.
É chá do que mesmo que é bom pra dor de cabeça?
Estava na fila pra usar o Caixa Eletrônico. Na minha frente uma senhora com 4 documentos com código de barra pra pagar. Ela imprimiu os papéis, mas tem aquela sobra embaixo. Ela enfiava o papel no buraco de onde sai a luz do código de barras. Esperei por 10 minutos enquanto decidia se ensinava ela ou não. Quando tentei intervir, ela me disse: aguarde a sua vez, mocinha.
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